“To love is to suffer. To avoid suffering, one must not love; but then one suffers from not loving. Therefore, to love is to suffer, not to love is to suffer, to suffer is to suffer. To be happy is to love; to be happy then is to suffer, but suffering makes one unhappy; therefore to be unhappy one must love or love to suffer or suffer from too much happiness. I hope you’re getting this down.”

Love and Death, Woody Allen

Alfinete…

Não importa quem ela é, o importante está no que posso fazer com ela.

Não me interessa a pessoa, o caráter, as opiniões, muito menos que eu concorde com elas.

O que eu quero é alguém pra falar bom dia, ligar quando chego do trabalho, pra fazer companhia no MSN e mandar recados fofos no orkut.

Nos fins de semana, quem sabe ter alguém ao meu lado para preencher o vazio que está em mim, e sempre esteve, não sei desde quando, nem de onde.

Quero alguém pra falar que é meu e assim apresentar, pra quem eu me doe ao máximo até que estafe.

Alguém pra cumprir convenções e fazer o que todos fazem normalmente.

Pra quem eu desabafe os meus problemas e angustias e as eternas frustrações.

Quero alguém pra cozinhar, e quem sabe comer bem.

Não espero nada em troca. Nem planos pro futuro, por mais que os fale. Importa o aqui e agora: to curtindo; o que vai ser, quem sabe?

Eu sei. Não importa quem seja, importa que exista. Existir, existe milhões, com milhões acontecem…

Não há imã que atraia, e nem destino que trabalhe. É em qualquer hora, qualquer lugar, qualquer pessoa.

O que eu quero não tem forma nem cor, mas se tiver, melhor ainda.

O que eu quero não tem nome, não tem jeito, não tem solução. O que eu quero passa.

O que eu quero, não quero mais.

O que eu faço é caminhar pra frente, sempre apoiado, jamais sozinho. Disfarçando erros, enganos e cobrindo o rosto como defesa.

O que eu sou só diz respeito a mim, sempre foi assim. Não ligo pro que pensam, não ligo pro que sabem, ou pro que viram.

Ligo pra roupa que agora visto e pra persona que agora assumo. Até que não me sirva mais.

Quem eu sou?

 

Essa pessoa sou eu, essa pessoa é a outra, essa pessoa podia ser qualquer uma. É a vida…

 

O que eu fui? Nada.

A gente só ficou…

            O relacionamento assume uma ética diferente, uma espécie de brincadeira permitida e não vulgar que envolve o jogo de sedução e a experimentação.

            O ficar obedece a uma dupla face, uma permite que, antes de se amarrar a um compromisso, a pessoa explore, conheça, e descubra se gosta. Isso evita que ocorram maiores decepções e casamentos enganados.

            A outra face é que o “ficar” pode ser mais um modo de entorpecimento, um jeito de permanecer somente na fase da paixão e na busca de sanar desejos, numa espécie de geração prozac.

            O tanto de prazer que alguém pode ter é proporcional à dor que o antecedeu ou o procederá. Evitar a dor corresponde a ter pequenos prazeres, sofrer faz parte.

             O sexo do “ficar” é aparentemente melhor, porque leva o gosto da conquista e da novidade, mas isso pode ser um engano, já que o entrosamento e a intimidade fazem com que ele se torne ainda melhor, porém, requer paciência, isso demora.

            O vício aparece quando somente o primeiro momento é interessante, somente a novidade é o legal, portanto, logo no primeiro problema o parceiro vai embora; a fila anda, e o problema se repete. É o vício da intensidade dos começos.

            Freud indica que as chances são maiores de um segundo casamento ser mais feliz do que o primeiro. Nesse caso, ninguém entra com grandes expectativas, que necessariamente acarretam em frustrações. Além disso, já sabem lidar com problemas que eventualmente aparecem, sabendo-os diferenciar entre o que é defeito dele, dela, ou do relacionamento.

            Inúmeros casamentos ocorrem no engano, pagamento de avanços desmedidos.

            Ninguém mais tem a necessidade de estar com alguém por obrigação, as pessoas estão cada vez mais individualizadas e auto-suficientes, por isso, só o que sustenta um relacionamento é o amor. Ou seja, o amor vira obrigação.

            Ele precisa existir, e se em algum momento ele apaga, entre alguma crise, ou novas prioridades, queremos alguém que nos ame. Amar é obrigatório, e por isso exigimos provas de amor todos os dias, e essas provas têm prazo de validade.

            A cobrança cansa, e esses momentos de crise e frieza, já levantam a dúvida do outro, o que fortalece a crise.

            Esse é o dever de estar sempre feliz, seus amigos cobram a felicidade plena, e se não estiver, pula fora com facilidade. A fila anda com facilidade.

            A propaganda incentiva que o sofrimento nunca exista e que pra superá-los existem muitas pessoas legais por aí, mas isso não é verdade.

O relacionamento atual pode ser comparado ao comportamento do turista: curioso, interessado, transita por todos os lugares, mas não se instala, portanto, não conhece nada.

O namoro já começa com a consciência de que irá terminar. Por isso, estamos sempre com um pé cá, e outro lá; nunca fechamos as portas para novas e antigas possibilidades.

É a cultura do Goze Já! Tá sem saco, insatisfeito…vai embora, a fila anda.

Aiii…o amor…

 

Levinas desenvolveu a teoria do “outro do outro”.

Se a pessoa que eu gosto faz exatamente o que eu gosto, ela é um pedaço de mim. Mas se existe algo que avise que essa pessoa não se trata de você, então ela é algo estranho.

O amor está no momento em que se é possível conviver com o outro do outro e assim, conviver com a diferença.

            Todo homem espera ser o primeiro e único. Passamos 90% do tempo esperando que a pessoa se modele a aquilo que esperamos. Porém se ela se adequa, cansa e perde a graça.

            Amar alguém significa que o centro está em outra pessoa, que não em você. Quando isso acontece, existe um grande risco, já que a sua felicidade foi transferida e depende das vontades do ser amado.

            É desconfortável perceber que dependemos de alguém para ser feliz, por isso o amor capaz de nos trazer momentos de alegria, é o mesmo capaz de nos trazer profundo sofrimento.

            A partir do momento que desejamos algo que não está na gente e corremos risco, passamos a desqualificar as coisas do outro, já que elas nos apresentam fortes ameaças. Desqualificamos a sogra, o emprego, a ex namorada, os amigos, entre outras coisas que pertecem ao outro.

 

            O termo pathos origina palavras diferentes, porém muito ligadas em significado. É o termo que dá origem à paixão, passividade, patologia e até mesmo paciência.

            Ou seja, os gregos logo percebem que não somos sujeitos de nossas paixões, não existe um controle de quem se gostar, e muitos menos de quem desgostar, por isso passividade. Os próprios gregos instituíram a paixão como algo que vem de fora, induzido por alguém. No caso da mitologia a paixão vem do cupido.

            Paixão como patologia está no fato de que perde-se o eixo e o equilíbrio, isso perturba e pode ser somatizado em efeitos extra corpóreos.

            Quando a paixão é mútua o casal se fecha, exclui o que está de fora e junto a isso surgem cobranças de trabalho, família, amigos; por conseqüência, tudo passa a dar errado. O apaixonado passa a fazer coisas que nunca havia feito, excede limites, perde o chão.

            O tempo passa…elementos da realidade entram no relacionamento e junto a isso, o jogo do vale a pena, ou não?

            Baixa o fogo e a ilusão. Os momentos de crise são aqueles em que o assunto acaba, e o sexo também. Com isso, vem o medo perturbador de que o relacionamento acabe, as saudades dos primeiros momentos e promessas, que vieram na verdade de alguém que você não conhecia.

           

 Duas coisas podem acontecer:

1-      Acaba.

2 – O relacionamento origina duas grandes amizades, que podem ou não estar separados. Um conhece absolutamente tudo a respeito do outro, conhece as reações, sentimentos e sabe o que esperar. O tesão acaba, assim como as fantasias.

            “Casais inteligentes enriquecem juntos”, orienta a auto-ajuda. Não poderia ser diferente, o amor se transforma em sociedade, amizade e antigos apaixonados mudam o foco, pra valer a pena ficarem juntos.

            A situação amorosa compõe os três itens: paixão (atração, tesão), intimidade (querer estar junto) e compromisso (responsabilidades). Porém, esses fatores alcançam pesos diferentes ao longo do relacionamento.

            A figura do “ficar junto” se modificou ao longo do tempo. O século 18 era relativamente liberal se comparado ao século 19 e 20. Após a 2ª guerra, a liberdade sexual era difundida até mesmo pelas mulheres, apoiadas com o advento da pílula anticoncepcional.

            A partir de 1985, a sociedade ficou mais opressora devido a AIDS. A variedade de parceiros não poderia ser mais incentivada. O mundo encaretou.

O fogo da PAIXÃO

A paixão presume ignorância. Sempre estamos apaixonados por algo que não conhecemos, e envolve imaginação e prospecção.

É a esperança de que novas fantasias que nunca foram tocadas em outro relacionamento ressurjam com força. Esperança cria a expectativa.

A relação da paixão é covarde. Normalmente, ela move sentimentos capazes de jogar valores, pessoas e situações no lixo, pela esperança de ser mais feliz. Quase sempre algo é sacrificado em prol de uma nova paixão, porém, a paixão e a ilusão andam lado a lado.

Jamais uma expectativa será alcançada, nunca algo nos fará sentir completo a todo o momento. Nunca alguém será exatamente como imaginamos ou como sonhamos, já que as pessoas são constituídas por inúmeras características. Algo pode nos ser completamente atrativo, mas outra coisa nela, pode ser fatal.

Mas aquilo que você não conhece, pode ser ideal. Se você não conhece, imagina a perfeição e busca os indícios que reflitam suas próprias necessidades.

Toda expectativa criada é de identidade, mas pessoas iguais não existem. Por isso toda paixão é seguida de intensa dor e decepção.

 

O mito do hermafrodita é narrado por Platão, em “O banquete”.
Platão sugere que homem e mulher era um ser somente, colados pela frente. Homens e mulheres eram felizes e completos, o que desagradava profundamente os deuses.
Os deuses, tomados pela inveja, decidiram rachar os corpos, deixando uma cicatriz que faria com que os homens nunca se esquecessem de sua incompletude, como um registro do novo objetivo do homem: sair e vagar em busca da outra metade, porque o homem só, não se basta.

 

Quando adquirimos a consciência de que mesmo que a pessoa não seja da maneira que esperávamos, mas no conjunto seja alguém que vale a pena, equilibrando defeitos e qualidades, essa pode ser uma transição para o amor.

 A paixão é fantasia, e está somente em você. O amor é quando entra na história a realidade da outra pessoa, e isso passa a ser importante. O amor mistura realidade e fantasia…

O amor de Narciso

Metamorfose de Narciso - Salvador Dalí

Metamorfose de Narciso - Salvador Dalí

A história de Narciso, como em qualquer conto grego, se inicia antes mesmo de seu nascimento. Sua mãe desejara o filho mais belo e perfeito e fez esse pedido aos deuses.

Os deuses gregos faziam suas concessões mediante a uma condição, chamada de metron. O metron é uma espécie de missão, de descobrir no decorrer da vida a sua potencialidade, que necessariamente deveria ser colocada em prática. Porém, essa medida jamais poderia ser menor do que você tem de capacidade, ou então estará fadado ao fracasso; mas ela também nunca poderia ser maior do seu potencial, se não cometeria a pretensão e o transformaria em um herói, que sempre é punido com tragédia.

Narciso recebeu a graça dos deuses, mas junto a ela veio a condição de ser belo e feliz à sua medida: nunca poderia ver seu reflexo e sua imagem.

Ao caminhar sozinho pela floresta, Narciso escuta a Ninfa Eco, apaixonada pela beleza do rapaz. Ele finge não ouvir seu chamado, levando a Ninfa à loucura. Assim, aos gritos pela floresta, ela permanece até hoje, evocando por Narciso. Essa foi a primeira presença do reflexo.

Origina-se a partir do nome Narciso, por essa circunstância, a palavra narcose, para designar a insensibilidade com relação aos estímulos externos.

Novamente ao caminhar sozinho, Narciso sente sede. Ao debruçar-se em uma lagoa de águas claras, ele comete seu carma. Ele fica apaixonado por si, e nessa hora, ultrapassa seu metron.

A versão recente dessa história foi relatada por Oscar Wilde, em “O retrato de Dorian Gray”:

Narciso morre apaixonado por sua própria imagem.

Ao passar por lá, um indivíduo percebe que o lago lamenta em choro. A pessoa pergunta se o lago chora por Narciso.

O lago responde que não estava apaixonado por Narciso, mas que lamenta porque nos olhos de Narciso, ele podia ter estampado a sua própria imagem.

 

…Estar apaixonado é buscar a si próprio projetado no outro…

Relacionamento

A insensibilidade

 Ao contrário do que sugere a palavra relacionamento, que envolve duas pessoas, a paixão e o amor dizem respeito à somente uma. O sentimento que temos aparentemente pelo outro, é um reflexo das nossas próprias necessidades e vaidades.

A todo tempo nossa energia é roubada pelos infinitos estímulos a que estamos expostos, isso faz com que poucas vezes, essa energia seja usada interiormente, para nós mesmos. Para isso, criamos barreiras de proteção e entorpecimento, se a nossa energia não está focada em nós, passamos a induzir esse equilíbrio.

O Mito do Narciso explica a cultura da superfície, e se transforma em um fenômeno de proteção: de tanto que somos invadidos, em determinado momento, nos voltamos para dentro, e desse porto seguro não desejamos sair.

Cria-se uma casca protetora, uma barreira de insensibilidade que faz com que o outro não tenha tanta importância. Basicamente, não damos conta nem de nós mesmos, quem dirá do outro.

Porém, ao mesmo tempo em que criamos uma barreira protetora de insensibilidade, nasce uma angustia por não sentirmos nada, a sensação de vazio e culpa por não sermos abalados por nada.

Para que seja possível sentir, se faz necessários estímulos super intensos, grandes emoções e fortes crises. Cada vez mais buscamos o exagero do exagero, no esporte mais radical, na droga mais pesada ou no relacionamento mais problemático.

O acesso a picos de prazeres nos exime da rotina e dos problemas que são simplesmente acumulados numa caixa de coisas para amanhã. Para que algo nos seja atrativo, precisa chamar mais a atenção do que a concorrência de situações. Essa é a cultura do extremo, hoje responsável pelo entorpecimento das relações afetivas…

Sigh no more, ladies… 

Sigh no more, ladies, sigh no more

    Men were deceivers ever

One foot in sea and one on shore,

    To one thing constant never

        Then sigh not so,

        But let them go,

    And be you blithe and bonny

Converting all your sounds of woe

    Into hey nonny, nonny.

 

Sing no more ditties, sing no more,

    Or dumps so dull and heavy

The fraud of men was ever so,

    Since summer first was leavy.

        Then sigh not so,

        But let them go,

    And be you blithe and bonny,

Converting all your sounds of woe

    Into hey, nonny, nonny.

 

W. Shakespeare

(Muito barulho por nada)

Midsummer Night's Dream - Chagall

Midsummer Night's Dream - Chagall

Estranha história, meu Teseu, nos contam esses amantes…

Mais estranha do que veraz, decerto. É-me impossível acreditar em fábulas antigas ou em histórias de fadas. Os amantes e os loucos são de cérebro tão quente, neles a fantasia é tão criadora, que enxergam o que o frio entendimento jamais pode entender. O namorado, o lunático e o poeta são compostos só de imaginação. Um vê demônios em muito maior número de quantos comportar pode a vastidão do inferno: tal é o caso do louco, O namorado, não menos transtornado do que aquele, enxerga alinda Helena em rosto egípcio. O olho do poeta, num delírio excelso, passa da terra ao céu, do céu à terra, e como a fantasia dá relevo a coisas até então desconhecidas, a pena do poeta lhes dá forma, e a essa coisa nenhuma aérea e vácua empresta nome e fixa lugar certo. É a imaginação tão caprichosa, que para qualquer mostra de alegria logo uma causa inventa de alegria: e se medo lhe vem da noite em curso, transforma um galho à-toa em feroz urso.

Shakespeare, Sonho de uma noite de verão

O amor no Brasil

A história do amor no Brasil determinou a estrutura “família mosaico” que persiste até os dias de hoje. Na família brasileira tem-se muitas vezes uma mistura de papéis, filhos legítimos convivem com ilegítimos, somam-se agregados, trocam-se papéis etc. Com isso, em paralelo ao mundo de interesses e jogos, aparecem vínculos emocionais fortes, que fazem do brasileiro um povo reconhecidamente “quente e receptivo”.

Esses fatores também são consequências da dupla moralidade, nas quais, senhores, políticos e membros da alta classe sentiam-se no direito de possuir suas criadas ou mulheres que estivessem em uma posição social menos favorável; enquanto as esposas, submersas em ideais românticos, assistem a tudo em silêncio e sofrimento, esperando pela realização do sonho de um amor verdadeiro.

Formaram-se longas redes de solidariedade. Quanto mais filhos, maior a força de trabalho na família, assim como seus domínios.

A rotina dos cortiços é de grandes famílias, a maioria vivendo em habitações precárias. Aparece uma questão importante e necessária a todos os indivíduos, a privacidade. Devido à impossibilidade de construir privacidade dentro de casa, muitas vezes ela se dava fora de casa, ao ar livre. Era comum o sexo nos jardins, bosques, becos etc.

Nessa época papel da mulher é de devoção total ao homem, não tem direitos políticos e não passa de uma extensão das decisões masculina. Os casais formados nas classes baixas, entre operários, possuíam relativa liberdade e igualdade, quando comparados aos das famílias tradicionais.

O casamento, por sua vez, segue o conceito de igualha, autoridades da Igreja insistem que o casamento seja realizado apenas entre iguais seja etnia, localidade, classe social, etc.

Os casamentos deveriam ser diante a Igreja e ocorriam cedo. As pessoas de classes mais pobres casavam-se mais tarde e tinham maior tolerância quanto à escolha do parceiro, que somente deveria pertencer à mesma classe social. A história diz que os critérios de escolha desse parceiro eram os que tivessem maior força física, para o trabalho e os que apresentassem melhores condições de procriação, porém, no dia-a-dia as escolhas deveriam ir além disso.

Surgiram formas de namoro, códigos que antecediam o contato entre os namorados, entre essas formas estavam beliscões no braço, recados, sons na janela, etc. As janeleiras eram moças disponíveis que se expunham nas janelas – a Igreja também condenava essa prática.

Brasileiros sempre recorreram à magia amorosa devido ao fato de haver uma necessidade desse amparo mítico em meio a tantas imposições. Utilizavam cartas de tocar e outros signos para que seu amor fosse correspondido, banhos e orações tanto para Deus quanto para Satanás.

Magias eram feitas a partir de excretos: gozo, pelos púbicos, lágrimas e suor eram dadas a beber para a pessoa que desejasse conquistar.

As mulheres, apesar de assumirem uma posição desfavorecida na sociedade, muitas vezes eram as adúlteras, manipuladoras, armavam golpes, encomendavam mortes etc.

A família escrava não era bem estruturada, moravam em senzalas junto com outras famílias e não tinham tempo. Os casamentos entre escravos garantiam a paz e harmonia com os senhores, já que não haveria rebeliões para não colocar em risco seus parentes.

No séc. 18 o significado da palavra amor no dicionário era o amor por Deus e tudo que é divino, o que o sentimento pelo marido era tratado por bem querer amistoso.

A Família - de Tarcila do Amaral

A Família - de Tarsila do Amaral

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