Publicado por: thalitafepe em: 11/12/2009
Moda é definida por uma mudança regular no tempo, cujo tempo de duração é indeterminado. Ele depende da aceitação do que é proposto, das regras do comércio e da velocidade com que essas mudanças ocorrem.
A moda como conceito surgiu na transição da Idade Média com a Idade Moderna. O termo surgiu em 1482 pela primeira vez, para traduzir uma maneira coletiva de se vestir.
Esse foi um fenômeno ocidental, apesar das influencias orientais, sugerido pelo Duque da Corte de Borgonha (hoje Borgonha francesa) que tinha uma regularidade no modo de se vestir.
Nas civilizações como o Egito, durante 3.000 anos utilizava-se o mesmo tipo de roupa, o que existia eram formas de determinação social. Já na atualidade, as mudanças ocorrem cada vez mais rapidamente.
O processo iniciou-se a partir das cruzadas, viagens que traziam as mercadorias orientais. As trocas comerciais desenvolveram o mercantilismo, que mais tarde foi responsável pela ascensão da burguesia.
Moda para burguesia era uma forma de parecer-se com a nobreza, artigos e moldes eram copiados. Os nobres, em uma tentativa de se diferenciarem, transformavam novamente o modo de se vestir. Com isso, a roupa passa a ter prazo de validade.
Moda, a partir de então é um desejo, uma espécie de fantasia. A roupa assume um caráter mágico, faz com que sejamos o que quisermos e pertencentes a qualquer classe social.
Um mercado começou a girar em torno disso. O que está em uma loja, é exclusivo a ela, e as coleções se renovam em tempos cada vez mais curtos. Hoje em dia, as celebridades fazem o papel desempenhado pelos nobres de antigamente.
Nos períodos barroco e rococó, o exagero e opulência era a regra nas vestimentas, o luxo estava evidente nas técnicas de produção de fios de ouro; pedras preciosas serviam como adornos nos vestidos. Em tempos de crise, queimavam-se os tecidos, as joias ficavam. A palavra “investimento” surge por conta disso.
As roupas seguem uma diferenciação social. Por exemplo, a cor púrpura era permitida somente aos nobres, daí a expressão “elevado à púrpura”. Assim como os candidatos a algum cargo deveriam utilizar o branco, para expressar transparência e honestidade, por isso a palavra vem de “cândido”.
Além disso, as roupas também são separadas por sexo. A mulher só mostrou as pernas na década de 20, com o comprimento Chanel, a saia encurtou para que fosse possível dançar e celebrar a vida no pós-guerra. As roupas masculinas, por sua vez, evoluem por conta das armaduras e do entendimento das roupas por peças.
A individualidade retrata um novo estilo de vida, a condição humana necessita desse espaço, portanto cômodos individuais; o calor humano é substituído pela lareira.
A moda passa a obedecer a uma sazonalidade, e as peças duram por tempo determinado, incentivando o comércio e a massificação. O termo moda vem de “modus coletividade”.
O termo “estilo” vem de “stilus”, um graveto que os romanos escreviam em uma superfície encerada. O primeiro uso do termo foi literário, migrando para outras áreas. Conceitualmente está associado à subjetividade e individualidade, usando a moda para querer se diferenciar e ao mesmo tempo, sem que se perceba, padronizar o modo de se vestir.
A rua é o que legitima a moda. A moda não é cíclica, mas sim helicoidal, ela nunca retorna totalmente. Mesmo que uma peça muito utilizada há décadas atrás volte, ela nunca será usada da mesma maneira que no passado.
11/12/2009 às 10:07 am
Olá!!
Muito interessante o seu blog! Realmente capta muito bem o universo feminino, trazendo conteúdo e opinião ao mesmo tempo e de forma bem escrita! Gostei!
Acho que apesar da calcinha beje ser indispensável no guarda roupa feminino (pra usar com calça branca, ou saia/vestidinho de verão) nós mulheres temos que estar sempre lindas por baixo da roupa, pra sairmos na rua e estarmos bem com a gente mesma, como se tivessemos um segredinho que ninguém sabe e ninguem vê!!!
http://www.novalua.com.br
Beijos!!
Debbie